sábado, abril 09, 2005

Luan Ferreira


Antes de Chiquititas, você já havia feito algum outro trabalho?
Luan Ferreira: Sim. Na verdade iniciei minha carreira no teatro aos seis anos, depois disso fiz propagandas, revistas, um longa metragem chamado “16060” com elenco de peso, Castelo Ra-Tim-Bum e muito mais.


Tem alguém do elenco que você sente muita saudade?
LF: Na verdade da “família” chiquititas que se formou na Argentina, assim sinto falta de todos com quem não mantenho contato hoje me dia.


Você ainda tem contato com quais atores da novela?
LF: Bom, tenho contato com o Pierre, Beatriz Botelho, Ana Olivia, Gisele Medeiros e Felipe Chamas.


Chiquititas foi parcialmente reprisada. Na época da novela, você não se via, já que estava na Argentina. Como que foi poder ver o seu trabalho agora?
LF: Muito legal, achei divertido. [risos]


Há casos de ex-chiquititos que se envergonham de terem feito a novela. Você em algum momento se envergonhou?
LF: Nunca, pois foi a novela que abriu portas para a minha carreira, não só no amadurecimento da minha carreira, mas também para o amadurecimento daquele lado “pessoal-profissional”, pois afinal, eu era muito novinho, sabia que queria estar envolvido com alguma arte, porem não exatamente qual, assim a novela me ajudou a definir realmente o que eu queria seguir dentro da carreira artística.



Como foi parar de dublar na novela e começar a cantar de verdade no grupo As Crianças Mais Amadas do Brasil?
LF: Foi um desafio, e foi justamente ai, quando me vi ensaiando coreografias, músicas que me apaixonei pela música, e essa “paixão” foi reforçada quando nos apresentamos em Fortaleza, para um público de mais de 45.000 pessoas, foi demais, até pensamos que estávamos fazendo a abertura de algum outro grande artista, pois foi impressionante.


Qual o verdadeiro motivo do término de ACMADB?
LF: Ao meu ver, sinceramente, foi o fato de que todos já estavam crescendo, assim não haveria mais motivos para prosseguir com um grupo que realçava um lado mais infantil e por culpa do grupo houve um amadurecimento profissional em cada integrante que desde ai decidiram realmente o que queriam.


E a sua nova banda, Cent3? Conta pra gente um pouco sobre ela.
LF: Bom, é um grupo na linha R&B, canto e dança, estamos juntos a mais de três anos e o nosso repertório é repleto de músicas que a galera curte, como Usher, TLC, pop music internacional como N´sync, até pop-rocknacional como Jota Quest, Capital Inicial, ou seja, o show é repleto de coreografias pesadas e muita agitação. Temos também uma demo, com composições próprias, estamos a procura de patrocinadores e investidores que queiram formar parcerias, é isso. [risos]


Como é a sua rotina hoje em dia?
LF: Muito, mas muito ensaio mesmo. [risos] Shows, apresentações e estudo teoria musical na OMB.


Sente vontade de voltar a atuar?
LF: Sinceramente, não. Acho que a novela foi uma fase maravilhosa da minha vida, uma escola, um aprendizado que nenhum “prédio ou professor” poderia me ensinar, mas descobri algo que me faz muito mais feliz, que é cantar, mas de forma alguma eu me desfaço desta maravilhosa experiência de vida pessoal e profissional.


E de voltar pra Argentina à visita?
LF: Muita vontade! Acho que este é um dos meus sonhos a serem realizados e que com força e fé eu vou realizar.


Em falar em sonhos, qual o seu maior sonho atualmente?
LF: O meu maior sonho é que o grupo realmente adquira um reconhecimento pela música que fazemos e pela dança que mostramos, não simplesmente e ridiculamente “quero fazer sucesso” pois sucesso, que acredito estar mais ligado ao glamour do que a um real “reconhecimento” das qualidades dos artistas, e dinheiro que é somente a mais pura conseqüência de um trabalho, assim sendo, o meu maior sonho, é fazer com que a nossa musica faça realmente parte da vida de algumas pessoas. Esse é o meu maior sonho, e também a maior meta da minha vida.


Está namorando?
LF: Nem. [risos] Estou solteiro e a procura. [risos]