domingo, outubro 16, 2005

Leonardo Monteiro

Leonardo Monteiro apresentou o Disney Cruj [SBT], dos 10 aos 16 anos, na pele do Chiclé. Ao lado de Diego Ramiro, Jussara Marques e Danielle Lima, ele imortalizou o bordão "Cruj, cruj, cruj, tchau!". Hoje, com 18 anos, ele fala sobre a época do programa, sua vida hoje, e muito mais!

Você era uma criança apresentando um programa para crianças. Que lembranças você tem dos 6 anos de Tv Cruj?
Leonardo: Como você disse, eu era uma criança. Foi uma infância maravilhosa, adquiri muita esperiência de vida. Acima de tudo, me divertia bastante.

Você não acha que perdeu a sua infância num estúdio de televisão?
L: Não, porque eu me divertia lá e ainda por cima, eu trabalhava de 3 a 4 vezes por semana. Nos outros dias, eu vivia como uma criança "normal".


Até hoje as pessoas lembram e tem um carinho especial pelo programa. No Orkut, pode-se ver diversar comunidades dedicadas ao programa. Como é a sua relação com os fãs?
L: A gente tenta dar atenção ao máximo possível. As vezes, a gente quer um pouco de privacidade. Foi esse um dos motivos que me fez decidir parar por um tempo e me dedicar aos estudos!

Invasão de privacidade. Os fãs costumam fazer isso com frequência?
L: Não, mas tem um e outro de vez em quando acaba exagerando!!

Você se afastou da carreira por opção. Mas pretende voltar algum dia?
L: Mais tarde, se der pra conciliar com a minha vida particular.

E os outros apresentadores do programa? Você ainda tem contato com eles?
L: É muito difícil, mas as vezes a gente se telefona.

E os estudos? Como vão?
L: Estou fazendo cursinho, pretendo estudar Engenharia.

domingo, setembro 11, 2005

Kauê Santin

Odiado por muitos - adorado por tantos outros. Enquanto é um dos líderes de comunidades de "Eu odeio" no Orkut [são mais de 120 mil membros odiando o adolescente], Kauê liderava a audiência matinal no comando de Bom Dia & Cia - junto com Jéssica Esteves.
Agora não apresenta mais o programa infantil, mas tem planos para outros trabalhos no SBT.

Você dividiu a apresentação do Bom Dia & Cia junto com Jéssica Esteves por 2 anos. Como foi apresentar um programa infantil?
Kauê: Era bem legal. O público infantil é muito divertido. Eles fazem os tipos de pergunta que você nunca espera ouvir. Aprendi muito.

Em 2004, a imprensa noticiou diversas vezes que o Bom Dia & Cia vencia o Xuxa no Mundo da Imaginação quanto ao ibope. Você, quando era menor, era 'baixinho' da Xuxa?
K: Sinceramente, eu não era fã dela nem dos programas dela. Gostava muito da programação da Cultura, da extinta Manchete e da Eliana. Mas eu sempre admirei muito o trabalho dela. Ela sempre foi uma grande profissional.


Se você fosse convidado para voltar a apresentar um infantil, você aceitaria?
K: Não sei. Prefiro passar agora pra um público mais adolescente.

No Orkut, há mais de 120 mil membros em comunidades "anti-Kauê". O que você acha disso?
K: Eu não ligo pra isso. Acho que as pessoas deviam me conhecer antes de irem contra mim. Se não gostarem de mim depois de me conhecerem é outra história.

Como você reage em relação as críticas ao seu trabalho?
K: Eu as pego todas e analiso-as para melhorar no meu trabalho sempre.

Você começou sua carreira com 8 anos e atualmente está afastado da mídia. Sente falta?
K:Por um lado é bom pra poder descansar a mente um pouco. Por outro, a gente já está acustumado com isso e acaba fazendo falta.

Quase ninguém sabe, mas você é faixa preta em taekwondo e já foi campeão brasileiro. Ainda pratica?
K: Já fui campeão paulista, brasileiro e mundial. Mas hoje em dia, estou afastado.

Tem planos para voltar a trabalhar na Tv?
K: Eu estou esperando a confirmação do SBT pra um novo trabalho. E eu estou tentando montar uma banda, por minha conta.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Xico Abreu

Xico Abreu saiu de Minas Gerais rumo a São Paulo bem cedo. Começou no teatro, mas foi Chiquititas que o fez famoso - interpretando o Tatu. Na Tv já fez outros trabalhos, como Balacobaco [ na Record ] e Marissol [ no SBT ], mas declara que o teatro é a sua casa.
Ano passado fez a comédia Non é Vero, é Veríssimo, em São Paulo. Atualmente, está envolvido com a direção do infantil O Cravo e a Rosa, além de escrever alguns textos.
A vida profissional é bem agitada, assim como a pessoal. Hoje em dia, por exemplo, ele autografa como Xico e não Chico. Além disso, declara - sem medo de preconceito - que é bissexual. Confira isso e muito mais nessa deliciosa entrevista.



Que lembranças você tem da época de Chiquititas?
Xico Abreu: Só lembranças boas, foi um tempo legal. Um trabalho diferente e único. Agora estou envolvido num projeto para o público infantil e me recordo de algumas coisas de lá que me ajudam hoje!

Qual a importância dessa novela na sua vida?
XA: Comprei meu apartamento graças à novela. De uma certa forma este trabalho me possibilitou, acima de tudo, conhecer pessoas diversificadas e com modos diferentes de fazer arte.

Tem uma pergunta que a gente sempre faz pra todos os nossos entrevistados, e com você não será diferente. Com quem de Chiquititas que você ainda mantém contato?
XA: Fiz grandes amigos que, mesmo vendo poucas vezes, amo. Imara Reis, Ariel Moshe, Flávia Monteiro, Magali Biff, Fernandinha Souza, Aretha, Débora Olivieri e Falabella, Fernando Neves, Gerson Steves... Gente, é muita gente! Ângela Correia, Pierre, Jonatas, Família Belluzzo, Vivian, Ana Olívia... Estive no Rio semana passada e adorei ver o Caio de Andrade, Carmo de la Vechia, Larissa Bracher e Marcelito. Eu fiz grandes parceiros em três anos. Imagina: dois anos e meio gravando fora do Brasil - você vira amigo de todo ser brasileiro que cruza seu caminho. [risos]

Alguém te reconhece nas ruas ainda pelo trabalho em Chiquititas?
XA: Não sei. Hoje eu não me atenho a isso. Acho engraçado pessoas que me cumprimentam como se me conhecessem de infância. Algumas pessoas me olham com cara de "Eu te conheço!", mas não sei bem, se é por Chiquititas ou outro trabalho. O Non é Vero, é Veríssimo foi visto por muita gente e me apresentou como ator à classe. Ouvi comentários do tipo: "Olha, ele fez Chiquititas mas é ator". [risos] Tenho uma cara rodada e comum. Não é difícil me conhecer de algum lugar.

E Marissol? Gostou de fazer?
XA: Antes de Marissol, eu fiz Balacobaco. Acho que só minha mãe assistiu, mas foi uma delícia. Passei um tempo sem trabalho e Marissol veio no momento que eu queria, mas não esperava. Foi uma personagem bem coadjuvante. Vi que é muito mais difícil do que uma personagem de destaque como o das Chiquititas. Não foi o trabalho que mais me agradou, mas foi um trabalho que me deixou feliz, também.

Em Marissol, você atuou novamente com Jonatas Faro. Como é a sua relação com ele hoje em dia?
XA: Sempre boa. O Jonatas tava muito mudado. Eu tinha crescido e esquecido que os outros também cresceriam. Ele tava mais introspectivo, mas foi bom vê-lo de novo lá. Hoje ele está nos EUA estudando canto e dança e nos comunicamos, quando nos encontramos, virtualmente. Sinto saudade. E fiquei assustado quando soube que ele está com 1,90m.

Ano passado, pudemos conferir seu trabalho no teatro com a peça Non é vero: é Veríssimo. Você prefere trabalhar no teatro ou na Tv?
XA: Teatro é minha casa. Comédia, então, é onde eu faço minha terapia. Quando estou no palco ou me preparando para uma peça, fico tão focado que não penso em Tv. Quando estou gravando, acho excelente, mas sinto falta do teatro. São coisas diferentes. Atuar é sempre bom - seja no teatro, na Tv ou no cinema. No teatro, eu deito e rolo. Na Tv, eu entro e faço meu trabalho. No cinema, eu ainda bato na porta, peço licença e entro com cuidado.

Como é a sua vida hoje em dia?
XA: Corrida, vida de artista. Me realizo através dos meus trabalho. Mesmo abrindo a geladeira e vendo que ela está vazia, as vezes, me sinto bem. Tomo um copo d'água e penso: esse é o preço por fazer absolutamente o que amo. Atualmente, me descobri autor e estou com dois textos meus sendo produzidos. Escrevo, atuo e vou me arriscar na direção. Tô completamente apaixonado com o infantil que está nascendo. Cada passo é uma vitória!

O seu projeto atual então é esse infantil, né?
XA: Também. Acabei de fazer uma participação num longa do Gustavo Steimberg - Fim da Linha. Em Outubro, estréia com a peça Que bom que tá mal. Como autor, em Novembro estréia O trem, o vagão e a moça de luvas, aqui em São Paulo. E, em Janeiro, abrimos o Festival Nacional de Teatro Infantil da Alteroza - em Belo Horizonte - com O Cravo e a Rosa. É a minha maior paixão no momento, minha primeira direção. É um infantil musical com 10 músicas inéditas. Tô tenso. Não estou no elenco. A equipe só tem gente talentosa. Imara Reis será minha diretora assistente. Graças a Deus, muito trabalho. Agora estou tentando me regrar e virar um moço disciplinado para não enlouquecer! [risos]

Boatos maldosos - ou não - dizem que você é homossexual. Você poderia esclarecer isso pra gente?
XA: Maldosos? [risos] Eu não tenho o menor problema com relação a isso. Já transei com homens e mulheres. Gostei algumas vezes e outras não. Acho um bom motivo de fofoca, dado que tem pessoas que ainda sofrem com esse "distúrbio, doença, praga, encosto". [risos] Ser gay não tem nada a ver com caráter ou ética. Levanto, com o maior prazer, a bandeira gay. Isso não tem nada a ver. Tenho amigos gays e também tenho amigos heterossexuais. Me considero bissexual. Estou vivo, não devo me privar de nada - ainda mais pelo fato de pensar o que os outros vão achar. Sou eu quem paga as minhas contas.

E você sofre preconceito por isso tudo?
XA: Sofro mais preconceitos por ser fumante do que por me relacionar com homens [risos]. Acho que o preconceito ganha importância se você é, também, preconceituoso. O preconceito está, na minha opinião, presente na vida do ser humano. O legal é cada um ter consciência dos seus preconceitos. Aí tudo se torna mais fácil. Este, inclusive, é o tema principal do musical infantil O Cravo e a Rosa, que estamos montando. E viva a diferença!

É verdade que você e o Pierre Bittencourt [Mosca, de Chiquititas] não se dão bem por causa disso?
XA: Não. Eu e o Pierre entramos em conflito algumas vezes por isso, mas já passamos da fase de nos ater a coisas superficiais. Pelo menos, eu não tenho problema nenhum por ele ser hetero. [risos]

Mudando de assunto: o que você gosta de fazer nas horas vagas?
XA: Adoro viajar, pra qualquer canto. Adoro escrever e conversar. Sempre observo pessoas e conversas alheias. Isso eu adoro muito: escutar conversa alheia, reparar, ser bisbilhoteiro é comigo mesmo! Adoro ficar sozinho e com muita gente! Eu sou difícil, nem eu me entendo. [risos]